Quem foi Nelson Mandela e seu papel na luta contra o apartheid

O Dia Internacional de Nelson Mandela é comemorado dia 18 de julho, no seu aniversário. A data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) rememora a importância do líder político. Hoje vamos entender quem foi Nelson Mandela e seu papel na luta contra o apartheid.

Quem foi Nelson Mandela?

Nelson Rolihlahla Mandela foi um líder importante na luta pacífica contra o apartheid e pela igualdade racial na África do Sul. No entanto, a sua atuação reverberou em todo o mundo. Um fato curioso é que seu segundo nome “Rolihlahla” significa “encrenqueiro”, na linguagem coloquial. Ademais, Mandela costumava ser chamado por “Madiba”, nome do seu clã, usado com respeito pelos sul-africanos.

A atuação de Nelson Mandela no Direito

Aos 21 anos, Mandela começou a estudar Direito, graduação que seguiu com várias interrupções até os 71, quando foi concluída. Ainda assim, um diploma de dois anos em leis permitiu que ele exercesse a profissão.

Aos 22 anos de idade, entrou para o partido sul-africano Congresso Nacional Africano (CNA). Assim, em agosto de 1952, ele e Oliver Tambo, figura central no CNA, fundaram o “Mandela e Tambo”, primeiro escritório de advogados negros da África do Sul.

O que é apartheid?

O Apartheid era a consolidação de um conjunto de leis segregacionistas que dividiam a população em “brancos”, “negros”, “indianos” e “de cor”. Desse modo, essas leis impediam o exercício de direitos sociais e políticos básicos pela população negra. Por conseguinte, o regime implantado em 1948 durou até 1994.

Durante a vigência do apartheid, pessoas negras foram apartadas da sociedade para viver isoladas em guetos. Assim, o acesso a determinados locais só era permitido com o uso de passes específicos. Caso alguém fosse pego sem o cartão de permissão, poderia ser hostilizado ou preso.

Como foi a luta de Nelson Mandela contra o apartheid

Nelson Mandela sempre defendeu a luta pacífica por meio da desobediência das leis segregacionistas. Ainda assim, o endurecimento da repressão aos negros, com várias prisões resultaram numa mudança de tática.

Em 21 de março de 1960, durante um protesto, ocorreu o Massacre de Shaperville em que 69 pessoas morreram e quase 200 ficaram feridas.  Esse acontecimento impactou o mundo de tal forma que a ONU instituiu o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial em memória à vítimas.

O massacre foi a gota d’água para Mandela, que organizou uma revolta armada. Isso resultou numa reação violenta por parte do Governo, resultando na prisão e condenação de Mandiba em 1964.

Em 1993 ele ganhou um Nobel da Paz pela sua atuação política. Logo depois, em 1994, foi eleito presidente da África do Sul com uma quantidade expressiva de votos. Assim, ele construiu um governo marcado por ações que buscavam aplacar as consequências do apartheid. Nelson Mandela faleceu em 2013 por conta de uma infecção pulmonar.

O legado de Mandela e a reprodução artística

A história de Nelson Mandela foi muito além do tempo e, por sua importância, ganhou diversos formatos. Dentre as produções literárias estão muitos livros, alguns de próprio punho escritos durante o tempo em que esteve preso. Alguns mais conhecidos são “Nelson Mandela: Longa Caminhada até a Liberdade”; “Nelson Mandela: Conversas que tive comigo” e “Cartas da prisão de Nelson Mandela”.

A obra de Mandiba também não passou despercebida pelo universo cinematográfico. Sendo assim, filmes como “Invictus (2009)”, “Longa Caminhada para a Liberdade (2013)” e “Mandela: O Homem Por Trás do Mito (2019)“ consagraram a jornada do líder.

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